Quanto custa criar um site em 2026

Resposta rápida
Um site institucional profissional custa entre R$ 3,5 mil e R$ 12 mil no Brasil em 2026. Landing pages ficam entre R$ 2 mil e R$ 6 mil, e projetos com catálogo ou área logada passam de R$ 20 mil. O que move o preço é o número de páginas, o nível de design e as integrações.
“Quanto custa criar um site?” é a pergunta que mais recebemos e a que mais gente responde com “depende”. Depende mesmo — mas depende de coisas específicas, que dá para listar. Este texto lista.
Os números abaixo são faixas praticadas no Brasil em 2026 e refletem projetos que entregamos, não tabela de referência.
As faixas, por tipo de projeto
| Tipo de projeto | Faixa de investimento | Prazo típico |
|---|---|---|
| Landing page única | R$ 2 mil a R$ 6 mil | 5 a 10 dias |
| Site institucional (4 a 8 páginas) | R$ 3,5 mil a R$ 12 mil | 7 a 21 dias |
| Site comercial com página por serviço | R$ 8 mil a R$ 20 mil | 15 a 30 dias |
| Site com catálogo (pedido por WhatsApp) | R$ 10 mil a R$ 25 mil | 20 a 40 dias |
| Loja virtual completa | R$ 4 mil a R$ 30 mil+ | 3 a 10 semanas |
| Site com área logada ou integração | A partir de R$ 20 mil | 6 semanas+ |
As faixas são largas de propósito. Um site institucional de R$ 3,5 mil e um de R$ 12 mil são os dois sites institucionais legítimos — a diferença está no que descrevo a seguir.
O que realmente move o orçamento
Número de páginas únicas. Não o total: as únicas. Dez páginas de serviço com estrutura idêntica e texto trocado custam bem menos que cinco páginas com layout próprio.
Nível de design. Adaptar um sistema visual existente é uma coisa. Criar identidade, layout exclusivo e componentes do zero é outra, e costuma responder por metade da diferença entre duas propostas.
Redação de conteúdo. É o item mais subestimado. Texto de site que precisa vender e ranquear é trabalho especializado, e quando não está no escopo ele recai sobre o cliente — que quase sempre não tem tempo. É a causa número um de projeto atrasado.
Integrações. WhatsApp e formulário são padrão. CRM, ERP, sistema de agendamento, gateway de pagamento e emissão de nota cada um adiciona escopo real.
SEO técnico. Título, descrição, dados estruturados, sitemap, velocidade, imagens otimizadas. É o que separa um site que existe de um site que aparece.
Cuidado com o barato
Orçamento abaixo de R$ 2 mil para site institucional normalmente significa template comprado com texto trocado. Funciona como cartão de visita digital. Não funciona para ser encontrado no Google, porque não há SEO técnico, o código carrega peso que você não usa e a personalização esbarra no tema. O custo real aparece quando é preciso refazer.
Como comparar duas propostas de verdade
Duas propostas com valores diferentes quase nunca descrevem o mesmo trabalho. Peça a resposta para cada item desta lista e a comparação fica objetiva:
- Quantas páginas únicas, e quantas são variações?
- O design é exclusivo ou adaptado de template? Há aprovação antes do desenvolvimento?
- Quem escreve os textos?
- O que exatamente está incluso em “SEO”?
- Domínio, hospedagem, SSL e e-mail estão inclusos? Por quanto tempo?
- Google Analytics e eventos de conversão vêm configurados?
- Quantas rodadas de ajuste estão previstas?
- Depois de pronto, quem consegue editar? Há treinamento?
- Qual o custo mensal a partir do segundo ano?
A última pergunta é a que mais surpreende. Muita proposta barata na montagem embute mensalidade alta de manutenção, e o cálculo de três anos inverte o ranking.
O custo que continua depois
Site entregue tem custo recorrente. Para um institucional:
- Domínio: R$ 40 a R$ 120 por ano
- Hospedagem com CDN e SSL: R$ 30 a R$ 150 por mês
- E-mail profissional: R$ 15 a R$ 40 por caixa, por mês
- Manutenção e atualização de conteúdo: por demanda ou contrato
Some entre R$ 500 e R$ 2,5 mil por ano para manter um site institucional no ar e atualizado. Não é opcional — site sem manutenção acumula vulnerabilidade e perde posição.
Por que o prazo trava
Entregamos a maioria dos institucionais entre 7 e 21 dias. Quando um projeto passa disso, a causa é quase sempre a mesma: conteúdo.
O desenvolvimento é a parte previsível. O que não é previsível é quanto tempo o cliente leva para aprovar a estrutura, escrever os textos que ficaram sob sua responsabilidade e enviar as fotos. Projetos que chegam com conteúdo pronto entregam no prazo curto da faixa; os que começam com “os textos a gente manda depois” costumam dobrar.
Nota
Se você quer o prazo curto, resolva três coisas antes de contratar: a lista de páginas, quem escreve cada texto e onde estão as fotos. Isso vale mais para o cronograma do que qualquer escolha de tecnologia.
Preço não é a variável mais importante
A pergunta melhor que “quanto custa” é “quanto isso precisa devolver”. Um site de R$ 8 mil que traz dois clientes por mês em um negócio de tíquete médio de R$ 3 mil se paga na primeira semana. Um de R$ 2 mil que não traz ninguém foi caro.
Antes de comparar propostas, defina o que o site precisa fazer: gerar orçamento por WhatsApp, receber currículo, vender direto, dar credibilidade em negociação. Com isso claro, fica evidente qual proposta responde e qual só entrega páginas.
Casos em que o site não é a prioridade
Vale dizer: nem sempre o site é o próximo investimento certo.
Se você vive de campanha paga e precisa de conversão imediata, uma página de vendas bem estruturada entrega mais rápido e custa menos. Se o seu cliente busca no mapa e você depende de proximidade, otimizar a presença local — que é o assunto de como aparecer no mapa do Google — costuma render mais por real investido do que um site novo.
E se o problema é vender online com catálogo grande, a conversa muda para como montar uma loja virtual, que tem estrutura de custo própria.
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